domingo, 14 de novembro de 2010

Rosane de Oliveira - Jornalista Política - Jornal Zero Hora




Após receber várias manifestações de repúdio de amigos, conhecidos e desconhecidos, frente à manifestação de Rosane de Oliveira no jornal Zero Hora e no rádio, resolvo me manifestar através de email. (mais seguro...)

O título do email foi Pauta Desprezível.

Olá Rosane, já ouvi muita falar sobre ti, através de meu pai, Fernando. Agora chegou nossa vez de conversarmos.
Para começar, te parabenizo como jornalista política. Já em final de carreira, estás te superando, requentando pauta digna da Contigo! Parabéns. Deves sentir orgulho, não?
Em segundo lugar eu teria mais cuidado ao requentar essa indigna pauta pois ela afirma mentiras. E tu as reafirma. Ts ts ts...
Para concluir, mais um parabéns pela abordagem preconceituosa! Deve mesmo ser um crime alguém exercer mais de uma função, ter mais de um talento. Especialmente para quem carece de talento na única função (não sei se ainda se pode chamar de profissão) que exerce.
Preconceito é crime, mas isto deves saber, mas finges que não sabes, né? Dá mais leitores...
Sigas assim e irás longe! Dos olhos dos leitores, ao menos.
Viva!

Marcia Westphalen

A resposta de Rosane, EDITORA DE POLÍTICA DA ZERO HORA, com os comentários do Espectador Atônito em verde:


Prezada Márcia,

Vou desconsiderar suas agressões, porque ela elas não levam a nada. Estou acostumada a receber ataques de quem se incomoda com o que escrevo e acho que isso faz parte do jogo.
Curioso que eu não. Não estou acostumada a receber ataques pelo que escrevo. Pelo contrário, sou acostumada a alcançar o debate com respeito do interlocutor, mesmo quando as opiniões diferem. Mas deve ser porque me baseio em fatos reais...
O que me interessa nessa troca de mensagens é a oportunidade de esclarecer as coisas. Agora? Não deveria ter feito isto antes de publicar e debater minha vida no rádio?
Ontem, nossos repórteres tentaram falar contigo e não conseguiram.
Informação sem comprovação. Nenhuma ligação perdida. Nenhum contato com a assessoria de imprensa.
Usamos a matéria da Folha, de quem compramos serviços, porque nossa equipe em Brasília é pequena.
Já sabia que a Zero Hora reproduz o que a Folha dita como sendo verdade...
A Folha apontou contradições entre o que o pessoal da coordenação da transição disse sobre as tuas funções e o que tu disseste para o repórter deles.
Uhhhh, a mentirinha do repórter Breno Caldas. E a Rosane debateu estas contradições..
Estou te oferecendo espaço para esclarecer, de uma vez por todas, qual é o teu papel na transição.
Não entendi o que tu queres dizer com preconceito. Não tenho nenhum preconceito contra a profissão de cabeleireira nem contra qualquer outra (ã?). Não te conheço e, portanto, nada tenho contra ti nem contra ninguém (então porquê falou mal, contestando minha capacidade?). O que eu escrevi, disse na rádio e reafirmo é que não vejo porque incluir cabelereireiro ou qualquer outro assessor pessoal na equipe de transição. Assessor pessoal? Criou mais uma agora! Porque o meu conceito de equipe de transição é um grupo formado por pessoas que irão transmitir informações (pelo governo que sai) e receber (pelo governo que entra). Se a tua função é outra, quero abrir espaço para o esclarecimento.
Aqui Rosane mais uma vez deixa claro e reafirma que segundo o "seu conceito" que eu chamaria de preconceito, não vê valor nenhum em minha contratação.
Atenciosamente


Meu email com a verdade:

Rosane,

Nunca fui assessora pessoal da Dilma. Isso é outra inverdade..
Sou formada em direito pela PUCRS, com OAB nº 46.163, falo quatro línguas (sendo italiano, espanhol, inglês e português) e sou secretária executiva. Já morei em vários países e sempre fui empregada pelas melhores empresas. Trabalhei na campanha para a Presidência como secretária executiva, auxiliando no cerimonial. Trabalho na transição como secretária executiva. Fui selecionada para a função por competência, através de seleção de currículo.

Já trabalhei paralelamente, com produção de moda, desfiles e por um curto período de vacas magras, que não ultrapassou 5 meses, em um salão, aliás o mais conceituado da cidade e um dos mais do Brasil.

Fiz bastante trabalho voluntário com este meu talento, visitando asilos e orfanatos, oferecendo meu trabalho de graça para excluídos, de forma anônima. Solidariedade, fraternidade, sabes Rosane?


Agora tens os dados reais. Que aliás foram repassados pela assessoria da transição para os jornais que nos procuraram.
Agora tens os fatos. Faça tua parte.

Marcia


Rosane publica no dia seguinte a chamada: MARCIA WESTPHALEN ESCREVE INDIGNADA POR TER SIDO CHAMADA DE CABELEIREIRA


Não estou indignada por ter sido chamada de cabeleireira. Estou indignada com o preconceito destilado sobre a profissão de cabeleireira e o fato de minhas demais qualificações terem sido omitidas ou questionadas.


E transcreve a parte do meu email onde brifo meu currículo. . .

3 comentários:

  1. Rosa disse...
    Ser polivalente é uma dádiva.No Brasil então...nem se fala. Temos que nos adaptar às ofertas do momento, a sermos criativos. Eu te admiro por isso. Foste criada com todas as regalias, com conforto, numa bela casa , frequentaste as melhores escolas, e mesmo com formação superior em Direito, na falta de trabalho imediato, sendo digno,abraçavas o que surgisse.Não ficavas a espera sem fazer nada, dependendo do sustento paterno, embora esse nunca te tenha sido negado. Em tua estadia na Europa aprendeste a não ter preconceito de trabalho.Não se perde a dignidade como garçonete, gerente de restaurante, cozinheira...ou cabelereira.
    O que acontece com nossos jovens,que no Brasil, consideram uma desonra certos tipos de trabalho que cumprem com prazer em outros países?Isso é provinciano, tão fora de moda.Feliz de quem tem tantos talentos como tu, Márcia! E que não tem preconceitos para exercê-los.Segue teu caminho em Paz.

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  2. Márcia, estive como uma "louca" durante a campanha, acompanhando as jogadas de internautas, o twitter, os blogs etc. E vi cada uma que mais parecia duas, como dizia minha avó.

    Retornando à internet, uma surpresa. Encontrei suas manifestações. Adorei. Assim como você, sou formada em Direito pela UEFS-Ba, sou pós-graduada em Direito Tributário, falo outras línguas, de alguma forma estou "envolvida com a política" (sou assessora parlamentar) e trabalhei por muuuuito tempo no Salão de Beleza de minha mãe. E, ainda hoje, mesmo depois de ter montado meu escritório, de ter a vida voltada pra outras atividades, se minha mãe precisar estou pronta para arregaçar as mangas.

    Um abraço e boa sorte na sua nova fase!

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